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25-05-2017 24 H com o Papa


Foram menos de 24 horas em solo português. Mas uma maratona de gestos e palavras carregados de mensagens proféticas que emocionaram e interpelaram os milhares de pessoas que acompanharam a visita do Papa. Francisco foi a Fátima nos dias 12 e 13 de maio assinalar o Centenário das Aparições de Nossa Senhora e canonizar os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.
 

Apresentou-se como um humilde e simples peregrino que foi saudar “a Mãe”. As  suas imagens a rezar na Capelinha das Aparições, rodeado por uma multidão em silêncio, ou a acenar com um lenço branco à passagem da imagem de Nossa Senhora, correram mundo pelas televisões, jornais e redes sociais. Contudo, se os seus gestos nos momentos celebrativos foram intimistas e pessoais, as suas palavras foram globais e puderam ser acolhidas por crentes e  não   crentes.  Sempre  que   contactou  com   os   fiéis,   Francisco   mostrou   ainda   porque lhe chamam “o papa do povo”.
 

Foram dias de festa para a Igreja em Portugal, onde, para a maioria das pessoas, Fátima tem um lugar muito especial na sua espiritualidade. Francisco sublinhou a importância de Maria na vida dos cristãos, rezou junto à imagem da Senhora de Fátima e emocionou-se, tal como tantos peregrinos presentes no Santuário. "Temos Mãe!" disse, por duas vezes, o Papa, lembrando a multidão de que Maria não é apenas uma "santinha a quem se recorre para obter favores a baixo preço", e a quem devemos ter devoção, mas a Mãe de Deus e aquela que nos faz "acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho". Falando para os crentes portugueses mas também para o mundo, Francisco pediu uma Igreja "pobre nos meios mas rica no amor".
 

No dia 12 à noite, Francisco pode testemunhar a beleza e o reconhecimento propiciado por Fátima, encontrando um recinto cheio, com a luz das velas a iluminar a noite, numa imagem que impressiona. Revigorado, o Papa até saiu do papamóvel para caminhar a pé, aproximando-se das pessoas. Nas palavras antes da recitação do rosário e da procissão das velas, Francisco sublinhou a misericórdia de Deus, lembrando que este perdoa tudo e sempre, e que, antes de julgar, devemos saber perdoar. E, saindo discretamente do santuário para não perturbar o momento, recolheu-se à Casa Nossa Senhora do Carmo, deixando a multidão em oração.

No dia seguinte, Francisco procedeu à canonização dos Pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, numa celebração que teve como ponto alto o momento em que abraçou Lucas, a criança miraculada que foi curada através da intercessão dos dois videntes. Na homilia, Francisco pediu ainda a todos os peregrinos para serem “sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilha na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor.”

Este foi também um tempo especial para os jesuítas portugueses que participaram nesta celebração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora. Fizeram-no de diversas formas: acompanhando grupos de jovens que peregrinaram até Fátima, concelebrando com o Santo Padre na Missa de Canonização dos Pastorinhos, ou apoiando a organização e comunicação do evento, através da presença nos meios de comunicação social.
 

Um grupo de quatro jesuítas portugueses, entre os quais o P. Provincial, José Frazão Correia, sj tiveram ainda a oportunidade de saudar pessoalmente o Papa Francisco, transmitindo-lhe o apoio da Companhia de Jesus em Portugal na sua missão de sucessor de Pedro.

Rita Carvalho

Consulte aqui os textos sobre o que disse o Papa em Fátima
http://www.papa2017.fatima.pt/pt/news/textos-da-peregrinacao-do-papa


 


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